“É preciso avançar nas tecnologias de reúso de água”

O conceito de reúso de água já é considerado como uma necessidade do presente. Mas será que a população está preparada para aplicar esse tipo de inovação? O 8º Fórum Mundial da Água contou com um painel para responder a essa questão na tarde de hoje (21), “Tecnologia de reúso: podemos lidar com inovações?”. O maior evento de recurso hídricos do mundo acontece em Brasília (DF) e oferece atividades com temas focados na conscientização do uso racional da água.

Durante a sessão, o engenheiro ambiental Luis Marinheiro, de Portugal, explicou que o processo de reaproveitamento hídrico envolve tecnologia, capacitação, inovação, infraestrutura, entre outros conceitos, e apontou o cenário crítico no setor. “Embora 72% da superfície da Terra esteja coberta de água, apenas 3% é adequada para consumo e irrigação. A escassez de água e as secas aumentaram drasticamente nas últimas décadas e provavelmente se tornarão mais freqüentes e mais severas no futuro. É preciso avançar nas tecnologias de reuso”, disse Marinheiro.

Foram apresentadas diversas propostas de reuso de água. Entre elas, a implantação de política de reuso de efluente sanitário tratado, de forma progressiva, propondo metas de curto, médio e longo prazo. Segundo Marlos de Souza, da Organização Alimentar e Agrícola das Nações Unidas, a ideia promete contribuir para o aumento da oferta de recursos hídricos em regiões com escassez, para o estabelecimento de um modelo de financiamento adequado que fomenta o reuso sustentável. Isso irá contribuir também com pequenos e grandes projetos, principalmente para a agricultura em municípios pequenos e áreas rurais. “A agricultura está preparada para o reuso. Mas será que a cidade está? A população precisa ter consciência que a sua casa produz água e passar a produzir”, declarou Souza.

Participaram do painel: Ernani Miranda, do Ministério das Cidades; Hiromasa Yamashita, do Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão; Luis Marinheiro, engenheiro ambiental de Portugal; Claudio Ternieden, da Federação do Meio Aquático dos Estados Unidos (Water Environment Federation); Helena Kubler, da Jacobs/CH2M; Paula Kehoe, diretora de Recursos Hídricos da San Francisco Public Utilities Commission; Claus Homann, da Aarhus Water Utility LTD da Dinamarca; Renato Ramos, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES); Marlos de Souza, da Organização Alimentar e Agrícola das Nações Unidas; Eduardo Pedroza, da Ecocil Engenharia; e Percy Soares Neto, coordenador da Rede de Recursos Hídricos na Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Fonte: 8º Fórum Mundial da Água

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