14 ideias sustentáveis para condomínios

Criar galinhas, abelhas sem ferrão e compartilhar bens são apenas algumas ideias sustentáveis para implementar em condomínios. Confira a lista completa!Condomínios sustentáveis

Imagem: “Edible landscaping interns plants veggies at The Salad owl Garden” por Davis Arboretum & Public Gardeno está licenciado sob CC BY 2.0 

Não é preciso morar na Suíça ou se mudar (em alguns casos) para morar em condomínios sustentáveis. Algumas vezes é possível realizar mudanças no local onde você vive. Já imaginou que criar abelhas, compartilhar espaços e bens podem ser atitudes sustentáveis? Confira como implementar essas e outras dicas em condomínios na lista que o Portal eCycle separou: 

     1. Idealize

condomínios sustentáveis

O primeiro passo, e mais importante, é idealizar. Pense em como seriam modelos ideais de condomínios sustentáveis e como suas ideias poderiam se adaptar ao seu condomínio. No meio desse processo surgirão ideias surpreendentes.

      2. Compartilhe suas ideias

condomínios sustentáveis

Depois de idealizar, é hora de compartilhar e discutir com o restante dos moradores. Converse com o síndico e seus vizinhos de condomínio informalmente buscando saber a reação e opinião deles. Espalhe cartazes pelo condomínio e convoque reuniões para mostrar a importância de compartilhar e discutir idealizações em conjunto.

      3. Seja democrático

democracia

Na hora de expor suas ideias lembre-se que nem todos concordarão. Discutindo, talvez até surjam ideias mais legais e sustentáveis do que as suas. O importante é haver democracia. Alguns não se interessarão por suas ideias, outros talvez se oporão fortemente. Entretanto, a adoção de práticas sustentáveis não precisa ser unânime, se apenas uma parcela aderir já é algo positivo – desde que as mudanças não incomodem o restante que não as aderiu e que esse restante esteja em pleno acordo com as novas práticas sustentáveis do condomínio. Depois de um tempo, vendo a sustentabilidade funcionar na prática, é possível que moradores que se oporam no passado acabem criando interesse em fazer parte das novas atividades.

      4. Pratique compostagem

Uma ideia fácil de fazer que pode ser implementada em condomínios sustentáveis é a compostagem. Imagine transformar restos de alimentos em composto e adubo; e ainda reduzir o volume de lixo de aterros e lixões evitando a emissão de gases do efeito estufa como o gás metano? Tudo isso é possível com a instalação de composteiras e a colaboração de moradores do condomínio, que poderão depositar seus resíduos orgânicos em local apropriado e contribuir para a manutenção do composto – que é muito fácil de fazer.

Para entender mais detalhes sobre a composteira, quais tamanhos são necessários e como fazer compostagem dê uma olhada na matéria: “Composteira doméstica: a solução caseira para o lixo orgânico“.

Para entender mais sobre os gases do efeito estuda dê uma olhada na matéria: “Conheça os gases de efeito estufa e sua influência no aquecimento global“.

   5. Plante seu alimento orgânico

horta urbana

 Plantar o próprio alimento de maneira orgânica (sem utilização de agrotóxicos) é uma forma de economizar nos gastos alimentares e de investir na saúde. 

Iniciar uma horta comunitária no condomínio permite que os moradores possam ter alimentos frescos e mais saborosos sempre à mão, livres de substâncias nocivas – que normalmente são aplicadas na agricultura convencional e durante o processamento de alimentos. Além disso, iniciar a agricultura, principalmente nas áreas urbanas, é uma maneira de reduzir a emissão de gases do efeito estufa, uma vez que se evita os gastos com o transporte de alimentos por longas distâncias. Outro benefício, no caso dos condomínios, é que o cuidado da horta é coletivo, havendo divisão de responsabilidades – o que aumenta a socialização entre os moradores e pode funcionar também como terapia. 

Confira nove dicas para montar uma horta comunitária em condomínios.

Para conhecer outros benefícios da agricultura urbana orgânica dê uma olhada na matéria: “Agricultura urbana orgânica: entenda por que é uma boa ideia“. Veja também: “Quais alimentos devem ser evitados para combater certos problemas de saúde“.

   6. Plante o alimento das abelhas  

girassol

As abelhas precisam do néctar e das proteínas presentes no pólen das flores para se manterem vivas e darem origem a novas gerações de abelhas. Elas possuem papel-chave na manutenção dos ecossistemas e por isso contribuir com a existência desses pequenos seres é optar por uma atitude sustentável. Então que tão espalhar flores pelos condomínios? As abelhas gostam bastante de plantas aromáticas que dão flor como margaridas, manjericão, orégano, girassol, hortelã, alecrim, dente-de-leão, tomilho, margaridas, entre outras. Da categoria das árvores, elas gostam de goiabeira, jabuticabeira, abacateiro, lichia etc. Elas também necessitam de um item essencial: a água. Mas, nesse último caso, cuidado com mosquito da dengue, faça a troca diária da água. Cuidado também com a aplicação de inseticidas (mesmo os naturais) e algumas espécies de árvores nocivas a abelhas, como a árvore de neem, pois os inseticidas e algumas árvores podem reduzir significativamente as populações de abelhas.

   7. Crie abelhas nativas sem ferrão

abelha

As abelhas polinizam mais de 70% dos alimentos consumidos por humanos e estão tendo suas populações reduzidas (30% a cada ano nos EUA) devido ao desmatamento e à aplicação de agrotóxicos. Esses dados, por si só, revelam a importância de cuidarmos bem desses seres. Então que tal criar abelhas nativas sem ferrão (inofensivas) no condomínio? Você pode começar espalhando iscas, vegetais nativos e água (mas atenção: fique atento às larvas do mosquito da dengue, a troca de água deve ser diária). Você também pode contribuir para o resgate de abelhas ameaçadas se cadastrando no site da ONG SOS Abelhas Sem Ferrão – onde também há dicas de como praticar a meliponicultura (criação de abelhas de ferrão).

Entenda mais sobre a importância das abelhas na matéria: “A importância das abelhas para a vida no planeta“.

 8. Instale cisternas

cisterna

A captação de água de chuva e reúso da água da piscina e/ou de aparelhos de ar-condicionado em condomínios são alternativas sustentáveis. Existe até um projeto de lei em tramitação no Senado que torna obrigatório que novas edificações incluam no projeto o reaproveitamento da água da chuva para fins não potáveis. Mas condomínios já construídos também podem se adaptar e incluir cisternas no sistema de abastecimento de água.

As cisternas são reservatórios que captam e armazenam a água da chuva, piscina ou aparelho de ar-condicionado proporcionando uma economia de quase 50% no consumo de água. Isso porque a água captada pela cisterna pode ser utilizada para limpeza de áreas comuns, irrigação de jardins, descargas de vasos sanitários, lavagem de carros, sistemas decorativos aquáticos, tais como fontes, chafarizes, espelhos e quedas d’água, reserva de proteção contra incêndios, entre outros.

Para saber como fazer uma cisterna caseira leia a matéria: “ Aprenda a fazer e instalar uma cisterna caseira com bombona e canos“. Leia também: “Captação de água da chuva em condomínios é solução para economia de água“.

   9. Revitalize espaços

sala de yoga

<> Imagem: Biswarup Ganguly 

As áreas comuns em condomínios são propriedade de todos os moradores e representam um espaço seguro. Alguns moradores sentem falta de uma área que realmente proporcione interação social, um ambiente de aprendizado para as crianças ou simplesmente um espaço tranquilo e agradável para passar o tempo livre.

As áreas coletivas dos condomínios podem abranger a garagem, salão de festas, playground, piscina, churrasqueira, academia, área de lazer, salas em desuso, entre outros. Essas áreas são usuais dos condomínios brasileiros. Você pode tomar a iniciativa para tornar seu condomínio diferenciado e morar em uma comunidade mais sustentável com mais qualidade de vida.

Além dessas áreas serem utilizadas para a instalação de hortas, meliponários e cisternas, podem ser utilizadas para a realização de atividades como yoga, brincadeiras infantis, oficinas oferecidas voluntariamente pelos moradores, feira de trocas, entre outras.

10. Adote galinhas

galinha

Se for consensual entre os moradores do condomínio, por que não adotar galinhas? As galinhas são animais curiosos, inteligentes e interessantes. Mas o que nem todos imaginam é que suas habilidades cognitivas são em alguns casos mais avançadas do que as dos gatos, cães e até mesmo alguns primatas. Uma galinha é capaz se comunicar com outras e transmitir informações complexas. Elas compreendem a existência do outro, possuem auto-controle, se preocupam com o futuro e até mesmo transmitem o conhecimento de geração em geração. Quando não confinadas, elas formam sociedades em que cada uma sabe sua posição na hierarquia social. Uma galinha ensina vocalizações para seus filhotes antes mesmo de chocarem. Ela cacareja baixinho para eles enquanto está sentada sobre os ovos, e eles piam de volta para ela e para os outros, de dentro de seus ovos.

Na produção de ovos, as galinhas são forçadas a superprodução (mesmo aquelas produções de quintal). O que causa distúrbios fatais como tumores, prolapso uterino, osteoporose e fraturas ósseas acompanhantes, paralisia esquelética total, entre outros. O que faz com que esses seres tenham uma morte precoce e acabem sendo matéria-prima para alimentos processados.

Para tornar menos dolorida essa situação — que só pode ser realmente melhorada quando pararmos de consumir e usar os animais como mercadorias – há campanhas para encorajar a indústria a adotar a produção de ovos de galinhas “livres de gaiolas”. Entretanto, essas campanhas apenas buscam uma mera redução no sofrimento das galinhas poedeiras, pedindo que elas sejam retiradas do confinamento intensivo das gaiolas em bateria.

De acordo com a ONG Freeforfarm, “essas campanhas têm focado principalmente na capacidade da galinha de abrir as suas asas. Contudo, os ovos de aves “livres de gaiolas” continuam sendo produzidos por aves cujos bicos são amputados até quase pela metade sem anestesia. Além disso, as galinhas poedeiras, embora “livres” das gaiolas de bateria, não ficam livres. Normalmente, elas são colocadas em enormes galpões onde ficam espremidas entre outras dezenas de milhares de aves, vivendo sobre o próprio estrume e vitimadas por uma série de doenças dolorosas relacionadas à postura de ovos intensiva e ao confinamento, e até pelo canibalismo.”

Então que tal adotar uma galinha e libertá-la desse sofrimento? De quebra elas ainda farão o controle natural de pragas como formigas (que são pragas para hortas) baratas, aranhas, percevejos, escorpiões, entre outros. Elas poderão comer os restos alimentares dos moradores do condomínio e ainda fornecerão um esterco muito rico em nutrientes para a horta.

Para saber como criar galinhas leia a matéria: “Como criar galinhas na cidade em sete passos

   11. Compartilhe bens

compartilhamento de bens

Uma forma de reduzir o consumo é compartilhar bens, de quebra você ainda economiza e tem uma atitude sustentável. Uma ideia é disponibilizar um geladeira do condomínio para serem compartilhados alimentos. Moradores que irão viajar, por exemplo, podem colocar alimentos que estragariam durante o período da viagem na geladeira de uso comum. Em contrapartida, moradores que precisem de algum ingrediente, podem procurar na geladeira antes de irem ao mercado.

Outra ideia é compartilhar roupas e outros utensílios. É possível disponibilizar uma mesa de trocas, em que roupas e utensílios não utilizados por alguns moradores podem ser utilizados por outros. Se sobrarem itens que não circulem entre os moradores, eles podem ser destinados à caridade ou devolvidos aos moradores.

Há exemplos de condomínios que também compartilham bicicletas para pequenas viagens. É possível compartilhar tudo! Basta criatividade e colaboração.

   12. Instale painéis solares

condomínios sustentáveis

A energia solar é considerada uma fonte de energia renovável e inesgotável. Durante o funcionamento de um painel fotovoltaico não são emitidos gases poluentes, e, em comparação com a energia hidráulica, são requeridas áreas bem menores. Para regiões ensolaradas, esse tipo instalação é viável. Outra vantagem é que os painés solares podem ser instalados em condomínios. Entretanto, a desvantagem mais frequentemente apontada é o alto custo de implantação e a baixa eficiência do processo, que varia de 15% a 25%. Outra desvantagem é  o impacto socioambiental causado pela matéria prima mais comumente usada para compor as células fotovoltaicas: o silício.

Para saber mais sobre esse tema dê uma olhada na matéria: “O que é energia solar e como funciona o processo de geração de eletricidade?“.

   13. Coleta seletiva

Em condomínios sustentáveis não pode faltar a coleta seletiva. Alguns conjuntos residenciais já tornaram a coleta seletiva um padrão, outros, porém, ainda buscam colocar em prática esse sistema e encontram dificuldades para saber como e onde começar. O importante é conscientizar os moradores da importância da separação do lixo e aplicar as mudanças necessárias. Para saber como fazer isso dê uma olhada na matéria: “O passo a passo para implementar a coleta seletiva em condomínios“.

Saiba quais são os postos de coleta mais próximos de sua residência no buscador do Portal eCycle.

Fonte: eCycle

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