O que é economia regenerativa?

A economia regenerativa afirma que reconhece o valor real do meio ambiente, diferente da economia padrãoeconomia regenerativa

Economia regenerativa é um sistema econômico que valora o Sol e a Terra, considerados “bem de capital original”. Nesse sentido, diferente do que acontece na economia padrão, a economia regenerativa afirma que reconhece o valor real do meio ambiente – o sistema de suporte da vida humana.

Economia regenerativa x economia padrão

A economia regenerativa é uma proposta teórica em sintonia com o sistema capitalista vigente, mas que sugere mudanças no modo como as coisas são valoradas. O que a diferencia da economia padrão é que, enquanto na teoria econômica padrão pode-se regenerar os bens ou consumi-los até seu ponto de escassez, na economia regenerativa, ao levar em conta o valor econômico dos capitais originais, a terra e o sol, pode-se restringir o acesso a esses bens de capital original de maneira que sua escassez seja evitada.

Princípios da economia regenerativa

economia regenerativa, no âmbito teórico, parte do pressuposto de que os princípios universais do cosmos, tais como integridade, ética, cuidado e compartilhamento, devem ser usados como um modelo para o design do sistema econômico. Os defensores dessa teoria vão contra os princípios neoliberais e propõem em seu lugar que o mercado se autorregule por meio de relações eficientes e transparentes, isso tudo em conjunto com outros oito princípios-chave:

1. Relacionamento

A teoria da economia regenerativa afirma que a humanidade é parte integrante de uma teia interconectada de vida em que não existe separação real entre “nós” e  “eles”. Segundo essa teoria, a economia humana está completamente inserida na biosfera, onde todos estão ligados uns aos outros e a todos os locais em nível global. Assim, danos causados a qualquer parte refletirão e prejudicarão as outras partes, manifestando-se como uma onda.

2. Riqueza holística

economia regenerativa considera que a verdadeira riqueza não é apenas o dinheiro no banco. Ela parte do pressuposto de que a riqueza é o bem-estar do conjunto, que deve ser alcançado por meio da harmonização de múltiplos tipos de riqueza ou capital, inclusive sociais, culturais, vivos e experiencial. A riqueza deve ser definida por uma prosperidade amplamente compartilhada em todas as variadas formas de capital.

3. Inovação, adaptação, sensibilidade

O terceiro princípio da economia regenerativa diz que, em um mundo em que a mudança está sempre presente, as qualidades de inovação e adaptabilidade são fundamentais para a saúde do todo. Essa afirmação é comparada à teoria de Charles Darwin, que diz: “Na luta pela sobrevivência, a vitória do mais forte é à custa de seus rivais”.

4. Participação

A teoria da economia regenerativa afirma que, em um sistema interdependente, todas as partes devem se relacionar com o todo; negociando não apenas suas próprias necessidades, mas também contribuindo para a saúde e o bem-estar dos conjuntos maiores em que estão incorporadas.

5. Honra, comunidade e local

Cada comunidade humana, segundo a teoria da economia regenerativa, consiste em um mosaico único de povos, tradições, crenças e instituições, formado pela geografia, história, cultura, ambiente local e necessidades humanas. Dessa forma, deve-se nutrir comunidades e regiões saudáveis e resilientes de acordo com a essência de sua história.

6. Abundância do efeito de borda

Criatividade e abundância, para os teóricos da economia regenerativa, florescem sinergicamente nas “bordas” de sistemas. Para exemplificar esse princípio, é feita uma analogia com a abundância de vida interdependente dos pântanos onde os rios encontram o oceano, em que as oportunidades de inovação e fertilização cruzadas são maiores. Partindo desse ponto de vista, a economia regenerativa acredita que trabalhar de modo colaborativo em todas as margens – com a aprendizagem e o desenvolvimento contínuos provenientes da diversidade que existe nesses locais – é transformador tanto para as comunidades onde os intercâmbios estão acontecendo quanto para os indivíduos envolvidos.

7. Fluxo circulatório robusto

Assim como a saúde humana depende da circulação de oxigênio, nutrientes, etc., a saúde econômica depende de fluxos circulatórios de dinheiro, informações, recursos, bens e serviços para manter o intercâmbio, a descarga de toxinas e a nutrição de cada célula em todos os níveis das redes humanas. De acordo com a economia regenerativa, a circulação do dinheiro, da informação, o uso eficiente e a reutilização de materiais são particularmente importantes para indivíduos, empresas e economias, e atingem o potencial regenerativo esperado dentro do modelo regenerativo. Nesse sentido, a economia regenerativa se aproxima de alguns exemplos de uso eficiente e de reutilização de materiais, como a compostagem, o uso de cisternas e de outros produtos mais sustentáveis.

8. Equilíbrio

Em seu oitavo princípio, a economia regenerativa afirma que deve ser sempre buscado o equilíbrio entre: eficiência e resiliência, colaboração e competição, diversidade e coerência, pequenas, médias, grandes organizações e necessidades.

Fonte: ECYCLE

 

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