Ministro do Meio Ambiente fala de riscos de retrocesso para justificar permanência no cargo

Após escândalo envolvendo o presidente Michel Temer, apenas o ministro da Cultura deixou o governo.

BRASÍLIA – Em carta ao PV, partido ao qual é filiado, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, comunicou neste sábado que permanecerá no governo apesar do “contexto político conturbado”. Ele mencionou riscos de retrocesso ambiental para continuar à frente do ministério, num momento em que o presidente Michel Temer enfrenta acusações de corrupção, obstrução de justiça e organização criminosa. Até agora, Temer sofreu uma baixa no governo, com a saída de Roberto Freire, do PPS, do Ministério da Cultura. (TUDO SOBRE A “REPÚBLICA GRAMPEADA”)

Na carta, Sarney Filho citou algumas medidas adotadas em pouco mais de uma ano à frente do cargo. Disse por exemplo que impediu o licenciamento de usinas termelétricas, incentivou fontes de energia limpas e renováveis, promoveu o diálogo com a sociedade e as secretarias estaduais e municipais de Meio Ambiente, ratificou um acordo internacional que tem por objetivo conter o aquecimento global, está revertendo a tendência de aumento do desmatamento, lançou o Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor) para acompanhar toda a cadeia produtiva da madeira, retomou o Plano Nacional de Fortalecimento das Comunidades Extrativistas e Ribeirinhas (Planafe), criou o Refúgio da Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes, no litoral norte de São Paulo, e inaugurou o Complexo Paineiras-Corcovado, no Parque Nacional da Tijuca, no Rio.

O ministro também mencionou ações em gestão na pasta. Disse que o ministério está prestes a iniciar um grande programa de recuperação de nascentes e revitalização dos rios. Afirmou ainda que há uma perspectiva de criação e ampliação de unidades de conservação. Lembrou que a Lei Geral de Licenciamento Ambiental está para ser votada no Congresso. Destacou que preparou um plano de concessões de parques nacionais para desenvolvimento do turismo em parceria com a iniciativa privada, com abertura de editais em 2017. A previsão é de que haja seis concessões ainda este ano. Ressaltou também que um decreto de 2008 que trata de multas por crimes ambientais está sendo revisado.

“Por tudo isso, apesar do contexto político conturbado, dos riscos de retrocesso ambiental e institucional, enquanto tiver a convicção de poder contribuir para a nossa causa, a causa da sustentabilidade e da economia verde, garantindo ganhos socioambientais, estarei disposto a ocupar este espaço que, nesta crise, adquiriu importância ainda maior”, diz o ministro.

 

Sarney Filho chegou ao cargo em maio do ano passado, quanto Temer assumiu interinamente a Presidência da República em meio ao processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Na carta, ele disse que chegou ao ministério após anos de retrocessos ambientais. Assim, seria a oportunidade de reagir a isso e conseguir avanços. Na avaliação do ministro, os objetivos têm sido alcançados.

Por André de Souza

Fonte: O Globo

 

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