Agência discute soluções para saneamento e recursos hídricos no Brasil em seminário

São Paulo sedia nesta quinta-feira, 16 de março, o seminário “As Soluções para o Saneamento Básico e os Recursos Hídricos no Brasil”, organizado pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB) e que conta com a participação do diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu. O objetivo do evento é reunir autoridades públicas, presidentes de companhias de saneamento, lideranças e especialistas para debater formas de se aproveitar leis, instrumentos e mecanismos de parcerias e financiamentos, buscando promover uma nova onda de investimentos nos setores de água e esgoto.

 

Andreu participou da mesa de abertura com o tema “A Articulação entre União, Estados e Municípios”, que abordou a importância da integração entre os diferentes níveis de governo em prol das questões relacionadas a recursos hídricos e saneamento básico. Sobre a questão da água e do saneamento, o diretor-presidente da ANA apontou que o modelo brasileiro acerta em separar a gestão de recursos hídricos da gestão dos setores usuários de água: energia, agricultura e – especialmente – saneamento.

 

Outro tema abordado pelo diretor-presidente da ANA foi a importância da ação coordenada entre União e estados para que a gestão de recursos hídricos avance ainda mais. “Muito se avançou na gestão de águas, mas é preciso seguir fortalecendo a gestão descentralizada e os órgãos gestores estaduais. O resultado de todo trabalho na gestão de águas é a somatória não apenas das ações do governo federal, mas também de todo o trabalho que é feito nos órgãos gestores estaduais” destacou.

 

Também participaram da mesa de abertura o secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, Marcelo Cruz; o presidente do Conselho de Administração da ABDIB, Gilberto Peralta; o presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Marcio Lacerda; a secretária-adjunta de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Mônica Porto; e o senador Roberto Muniz.

 

O seminário também promoveu discussões sobre o legado dos 20 anos da Política Nacional de Recursos Hídricos, o balanço dos dez anos da Lei do Saneamento Básico, fontes e modalidades de investimentos para o saneamento, entre outros temas. Ao final do evento, a ABDIB assinou a carta que formaliza a entrada da instituição na organização do 8º Fórum Mundial da Água, o qual será realizado entre 18 e 23 de março de 2018 em Brasília. A ANA e o Conselho Mundial da Água, também organizadores do maior evento do mundo sobre recursos hídricos, também participaram da cerimônia de assinatura da carta.

Texto:Raylton Alves – ASCOM/ANA

Foto: Rivadavia Gimenez / ABDIB

Fonte: ANA

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1 comentário Adicione o seu

  1. Roberto Rocha disse:

    Sem dúvida, mais do que nunca, precisamos da compreensão do problema em conjunto. No entanto, não podemos esquecer que a base de manutenção da disponibilidade de acesso à água não está nos reservatórios. Ela está nas grandes manchas florestais que dependem da fauna – em grande parte – para sua perenidade. Muitas árvores só se reproduzem e cumprem seus serviços ecossistêmicos através de determinadas espécies de animais. Nos ensinam – equivocadamente – que as florestas são agrupamentos de vegetais. As florestas são complexos sistemas integrados. Se as equipe que buscam soluções para água não tiverem, bem clara, essa necessidade, certamente estarão cometendo serio erro ecológico- estratégico. Incentivar a criação de HORTOS FLORESTAIS para a recuperação de áreas degradadas é fundamental. Proteger a fauna é básico. O que tenho observado é a multiplicação de mudas que não interessam do ponto de vista ecológico (muitas são exóticas) sendo plantadas, disseminadas pelos humanos e até melhoradas geneticamente para fins imediatistas (agronegócio e paisagismo). O que precisamos agora é um sério trabalho do ponto de vista de “serviços ecossistêmicos” realizados pelos humanos para preservá-los e pela fauna nativa, porque são “plantadores de florestas” não remunerados. e muito eficientes. Não há no país uma concentração de mudas nativas (mata ciliar, entre outras) disponíveis para plantio imediato e de interesse para produção de água em número suficiente para atender as nossas urgentes necessidades. Discutir o problema sem pensar numa megamobilização da sociedade é mais uma tempo perdido dentro de um cenário que exige ações práticas. Mesmo assim vamos ter uma defasagem de alguns anos para que as mudas cresçam. Vai ser preciso cuidar delas nessa período e elas também vão precisar de água. Num momento de crise (?) oferecer novos postos de trabalho para resolver questões de interesse geral torna-se uma medida fundamental se o desejo é realmente resolver e não apenas discutir. Mais hortos de plantas nativas, mais plantadores e mantenedores de mudas de cada bacia hidrográfica correspondente. Cada Prefeitura responsável por sua bacia hidrográfica precisa treinar suas comunidades correspondentes para esse grande trabalho. Os estados precisam separar recursos ($) para criar consórcios entre prefeituras que façam parte da mesma bacia hidrográfica. É preciso acreditar nisso! Não existem soluções mágicas. Elas precisam ser práticas exigem a boa vontade política de quem estiver envolvido nessas questões de elevado valor econômico e social, associado às questões ecológicas. Sem água não há vida que se multiplique, seja para manter a saúde econômica ou para manter a saúde socioambiental.

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