Papa Francisco convida cientistas a se aliarem na defesa do meio ambiente

 

Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco recebeu em audiência na manhã de segunda-feira (28/11), os membros da Pontifícia Academia das Ciências que participam de sua Plenária sobre o tema da sustentabilidade.

Em seu discurso, o Pontífice ressaltou que nunca como agora é evidente a missão da ciência a serviço de um novo equilíbrio ecológico global. De modo especial, ressaltou a renovada aliança entre a comunidade científica e a comunidade cristã para proteger a casa comum, “ameaçada pelo colapso ecológico e pelo consequente aumento da pobreza e da exclusão social”.

Citando a Encíclica Laudato si’, o Papa falou da necessidade de uma “conversão ecológica”, que requer, de um lado, a plena assunção da responsabilidade humana para a com a criação e os seus recursos e, de outro, a busca da justiça social e a superação de um sistema injusto que produz miséria, desigualdade e exclusão.

Novo modelo

Para Francisco, cabe antes de tudo aos cientistas – livres de interesses políticos, econômicos e ideológicos – construir um modelo cultural para enfrentar a crise das mudanças climáticas e de suas consequências. Do mesmo que foi capaz de estudar e demonstrar a crise do planeta, hoje a categoria é chamada a construir uma liderança que indique soluções nos campos hídrico, das energias renováveis e da segurança alimentar.

Os cientistas, acrescentou, podem colaborar num sistema normativo que inclua limites invioláveis e garanta a proteção dos ecossistemas, antes que as novas formas de poder produzam danos irreversíveis não somente ao meio ambiente, mas também à convivência, à democracia, à justiça e à liberdade.

O Pontífice criticou a submissão da política à tecnologia e à finança, que buscam o lucro acima de tudo. Esta submissão é demonstrada pelo atraso na aplicação dos acordos mundiais sobre o meio ambiente, além das contínuas guerras de predomínio disfarçadas de nobres reivindicações, que causam sempre mais prejuízos à natureza e à riqueza moral e cultural dos povos.

Não obstante isso, exortou o Papa, “não percamos a esperança e vamos aproveitar o tempo que o Senhor nos dá”, pois existem inúmeros sinais encorajadores de uma humanidade que quer reagir, escolher o bem comum e regenerar-se com responsabilidade e solidariedade.

Fonte: Rádio Vaticano

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1 comentário Adicione o seu

  1. Roberto Rocha disse:

    Excelente posicionamento de sua Santidade que mostra que é possível sim que pessoas de boa vontade possam contribuir para um mundo melhor, mas não para somente para atender interesses econômicos exclusivos. Se o mundo ocidental, num passado nem tão distante, era completamente ignorante em termor ecológicos, isso não se justifica mais hoje. Mesmo assim, o “metalismo” insiste em em seu desejo medieval de transformar tudo em ouro e prata, mancomunado com umcapitalismo selvagem que é decididamente antropocêntrico e não considera viver em colaboração com outros seres, ecossistemas e sua própria espécie.

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